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Ponte
Raul Veiga (Antiga Ponte de Pádua)
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Histórico
No
Estado do Rio, sobre o Rio Pomba, em Santo Antônio de Pádua, existe uma
linda ponte de concreto armado constituída de seis tramos em viga
Vierendeel de 29,5 m de vão, resultando o comprimento total de 177 m.
Esta ponte foi construída no prazo incrível de cinco meses, em 1922, na
administração do governo Raul Veiga. Daí a mudança de nome.
No local existia antes uma ponte de madeira construída no governo de
Alfredo Baker, que em 1919 se achava em péssimas condições. O
Eng.Augusto Guigon, funcionário do Estado, fora encarregado de estudar as
pontes que deviam ser reparadas. A situação financeira do Estado do Rio
era boa e por isso foi lembrada a possibilidade de substituir
velhas |
pontes de madeira por pontes mais duráveis de concreto armado.
O
leito do rio é rochoso e, dada a pouca experiência na execução de
pilares de concreto, optou-se pela construção de pilares de alvenaria. Guigon argumentou que o Estado ainda não estava aparelhado para uma mudança
repentina de critérios e lembrava que havia sido completamente abolido o
sistema de empreitada.
Os vãos
escolhidos entre eixos de pilares foram todos iguais a 29,5 m, ficando
assim afastada a alternativa de uso de vigas retas de alma cheia, que
seriam "muito pesadas".
Para não prejudicar a seção de vazão nas grandes enchentes, a
estrutura deveria se desenvolver do estrado para cima. Guigon elaborou o
anteprojeto tendo escolhido, levando em consideração o lado econômico,
a viga Vierendeel de extradorso parabólico.
Nessa ocasião foi indicado pelo Prof.Jorge Valdetaro de Lossio e
Seiblitz, diretor de obras, o recém-formado Felippe dos Santos Reis para
engenheiro do Estado. Pelas credenciais apresentadas, Santos Reis foi logo
incumbido por Guigon do estudo da ponte. Em 1920 foi dado início às
obras com a construção dos pilares pelo próprio Estado, sob a direção
de Tavares da Silva. O cálculo havia sido feito para dois veículos de 12
tf de acordo com o que exigia o regulamento de 1920. A situação
financeira do Estado já não era tão boa naquela data e, a pedido do
Prof.Lossio, foi revisto o cálculo substituindo os veículos de 12 tf por
outros de 6 tf.
O prazo que resultou para a construção da ponte na gestão
daquele governo era apenas de oito meses, e foi então escolhida a
importante firma Christiani & Nielsen como uma das poucas capazes de
cumpri-lo. As expectativas foram confirmadas e essa firma, além de
preparar os desenhos das modificações introduzidas, tornando mais
simples alguns detalhes, conseguiu realizar a obra em cinco meses. Como
fiscal do Estado foi indicado Tavares da Silva.
Finalmente conseguiu-se inaugurar a obra na gestão de Raul Veiga, em
dezembro de 1922.
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