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A
cidade de Santo Antônio de Pádua, foi fundada por FREI
FLORIDO DE CITTÀ DI CASTELLI (da Cidade de Castelos) no dia
26 de julho de 1833. Acrescentando, ainda, que o consolidador
de sua fundação foi Frei Bento Giovanni Benedetta Libilla,
Bento de Gênova como assinava e era conhecido.
Frei Florido desejava aldear e catequizar os índio Puris,
habitantes dessa região. Os fazendeiros João francisco
Pinheiro e sua mulher, Maria Luiza, e João Luiz Marinho
doaram terras para o Frei realizar seu intento.
Frei Florido escolheu as terras ao lado da
cachoeira e construiu a capela, com mão de obra indígena,
sobre um morrote que havia onde hoje (2002) é a Praça
Visconde Figueira.
A pedido do doador, o Frei consagrou a capela a São
Felix e o arraial que ali se formou, denominou-se arraial da
Cachoeira, passando depois a arraial de São Felix.
No final da década de 1830 ou princípio da década
de 1840, outro padre, Frei Bento Giovanni Benedetta Libilla,
Bento de Gênova, como assinava, construiu uma igreja fora das
terras de Frei Florido, na atual Praça Pereira Lima,
consagrando-a a Santo Antônio de Pádua, o nome do Curato.
Aos poucos por causa da igreja, os moradores
passaram a chamar a localidade de Santo Antônio de Pádua,
que ficou sendo o nome definitivo do arraial, passou à vila
e, depois, à cidade de Santo Antônio de Pádua.
Por essa razão Frei Bento Giovanni
Benedetta Libilla é o consolidador da fundação da
cidade, enquanto Frei Florido é o fundador.
A primeiro de junho de 1843, a lei
nº.296 elevou o curato à categoria de freguesia (paróquia),
com o nome de Santo Antônio de Pádua, Frei Bento, de Gênova
foi o seu primeiro vigário
Considerando que o documento mais antigo de que
se tem notícia que consta na história de Santo Antônio de Pádua
é a escritura, passada em cartório, da doação das terras a
Frei Florido de Città di Castelli feita por João Francisco
Pinheiro e sua mulher, Maria Luiza, ampliada por João Luíz
Marinho, para fazer a divisa “de valão a valão”, entre o
valão que corre da Rua Nilo Peçanha, antiga Rua da Chácara
e outro, o valão do Botelho que havia na saída para
Miracema.
O proprietário João Francisco Pinheiro deu
liberdade a Frei Florido de escolher o local que desejasse e
ele escolheu as terras ao lado da Cachoeira, à margem
esquerda do Rio da Pomba, como era, então, chamado o
rio Pomba, e que essas terras mediam cerca de cento e sessenta
braças, portanto, 352 metros lineares.
Quando estava prestes a ser lavrada a escritura,
outro fazendeiro, João Luiz Marinho, que Tinha suas terras
limítrofes a essas, deu, a pedido de Frei Flórido, outra
igual porção de terra, isto é, mais 160 braças, portanto,
totalizando 320 braças eqüivalendo, no cumprimento, ao total
de 704 metros lineares de terra margeando o rio e, de largura,
as terras eram para Frei Florido fazer, alí, sua moradia e
assim a divisa ficar “de valão a valão”, no local onde,
em 1850, 17 anos depois, foi construído o sobrado no qual
moravam os párocos, os padres da paróquia de Santo Antônio
de Pádua, denominado, mais tarde, “Sobrado do Padre
Domingos” por ter esse sacerdote morado nele durante 26
anos, denominação essa que perdurou durante longo tempo, prédio
que ainda existe, situado à Rua Dr. Ferreira da Luz, nº 455,
antiga Rua de Cima, ex-residência da família de José
Ferreira.
Diante do progresso principalmente
no setor agrícola, não foi possível conter a sua emancipação
do então Município de São Fidélis, que finalmente
aconteceu a 2 de janeiro de 1882, pelo decreto número 2.597.
Ás exigências finais para a instalação da vila foram
cumpridas em 6 de setembro do mesmo ano, quando o Visconde da
Silva Figueira depositou na tesouraria provincial, a quantia
necessária para a construção da CASA DA CÂMARA e da CADEIA
PÚBLICA.
Graças a esse cidadão, finalmente foi instalada
a vila, a 26 de fevereiro de 1883. Sua história é marcada
pela mistura de raças dos portugueses, italianos, sírio-libaneses,
espanhóis e africanos.
A escritura desse primeiro lote de terra
doado e demarcado na mesma hora, foi passada em 26 de julho de
1833 pelo escrivão Domingos Garcia de Melo, de São José de
Leonissa da Aldeia da Pedra (Itaocara), trazido, ao local, por
Frei Flórido e que o segundo lote teve a escritura passada
pelo mesmo escrivão em 28 de setembro do mesmo ano.
João Francisco Pinheiro, por ser devoto de São
Félix, pediu que Frei Flórido erguesse a capela em louvor a
esse santo de sua devoção e assim foi feito pelo Frei,
usando mão de obra dos índios Puris, habitantes dessas
terras, construindo a capela em um morrote que havia onde hoje
(2002) é a Praça Visconde Figueira, morrote esse removido em
1883, como consta em ata lavrada, naquela época, por essa Câmara.
A capela, de frágil estrutura, estava desgastada pelos anos,
e que, Frei Bento Giovanni Benedetta Libilla, conhecido e
chamado de Frei Bento de Gênova, catequista auxiliar de Frei
Flórido, por ele preparado para as ordens sacras, recebera do
Internúncio, com o consentimento da Regência Imperial, as
ordens sacerdotais, portanto, já sacerdote, ergueu, com o auxílio
dos fazendeiros Francisco Tomas Leite Ribeiro e seu cunhado Plácido
de Barros, a Igreja, denominada Matriz, por já existir a
Capela de São Félix, igreja essa, fora das terras de Frei
Florido, rente ao Valão da Chácara, em honra a Santo Antônio
de Pádua, o patrono do curato, e foi o seu primeiro pároco.
Com o tempo, essa Igreja de Santo Antônio,
construída no final da década de 1830 ou princípio da década
de 1840, denominada Igreja de Santo Antônio de Pádua, e em
01 de junho de 1843 teve assinada a Lei Nº 296 que elevava à
categoria de freguesia (paróquia) com o nome de Santo Antônio
de Pádua, e Frei Bento de Gênova foi o seu primeiro cura,
sacerdote, devolvendo, assim, o nome certo ao arraial que
passaria a vila e teria, mais tarde, em 02 de janeiro de 1882
a sua emancipação, tornando-se município e sendo o 1º
distrito, com o nome definitivo de cidade de Santo Antônio de
Pádua.
Um outro clérico,
Padre Antônio Martins Vieira ergueu, também em honra a Santo
Antônio, uma capela muito longe da capela de São Félix, de
Frei Flórido, no município de Cambuci, em um local também
às margens do Rio Pomba já bem próximo da sua foz no Rio
Paraíba do Sul, fundando, ali, a localidade de Três
Irmãos, onde esse padre é até hoje (2002) venerado e
reconhecido, concluímos que houve, confusão ao ser
estabelecido, por alguns, como sendo ele o fundador da nossa
cidade de Santo Antônio de Pádua, o que não é correto.
Para saber mais sobre a história da fundação de Santo Antônio
de Pádua: ”Os Sertões dos Puris” de Heitor de
Bustamante; “A Fundação da Cidade de Santo Antônio de Pádua”
de Rita Amélia Serrão Piccinini e “História de Santo Antônio
de Pádua” de Oswaldo Ribeiro. Acervo de fotos antigas com
Marinice Vieira Daher.
Pesquisa Histórica
realizada pela Academia Paduana de Letras, Artes e Ciências
– APLAC, definindo a autoria da fundação da cidade de
Santo Antônio de Pádua e aprova pela Lei Nº 2.788, de 15 de
agosto de 2002.
Fonte
: Site da Prefeitura Municipal de Santo Antônio de Pádua.
www.santoantoniodepadua.com.br
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