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Por Tim Hepher
(Reuters) - Um arquiteto francês declarou na sexta-feira ter resolvido o
mistério que há 4.500 anos cerca a Grande Pirâmide do Egito, afirmando
que ela foi construída de dentro para fora.
Teorias anteriores diziam que o túmulo do faraó Khufu, a última das
sete grandes maravilhas do mundo antigo que ainda sobrevive, foi construída
ou usando uma enorme rampa frontal ou então uma rampa em formato de
saca-rolhas, em forma de espiral, em volta da parte externa da pirâmide,
para erguer as pedras.
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Mas
Jean-Pierre Houdin disse que tecnologia 3D avançada mostra que a
rampa principal empregada para erguer as pedras maciças para o ápice
da pirâmide estava contida entre 10 e 15 metros por baixo da camada
externa da pirâmide, fazendo uma pirâmide dentro da pirâmide.
Para provar seu argumento, Houdin formou uma parceria com a empresa
francesa Dassault Systèmes, que constrói modelos em 2D para o
design de automóveis e aviões. A empresa pôs 14 engenheiros para
trabalhar sobre o projeto por dois anos.
Agora uma equipe internacional está sendo montada para sondar a
pirâmide, usando radares e câmeras de detecção de calor
fornecidas por uma firma de defesa francesa, desde que as
autoridades egípcias aprovem.
O
egiptólogo Bob Brier disse à Reuters na apresentação da hipótese:
"Isto contraria as duas principais teorias existentes. Eu mesmo as
ensino há 20 anos, mas, no fundo, sei que estão erradas." |
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De
acordo com o arquiteto Jean-Pierre Houdin, a última das
sete maravilhas do mundo foi construída ou por meio de uma
rampa frontal ou então uma rampa em formato de saca-rolhas,
em volta da parte externa da pirâmide, para erguer as
pedras
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Houdin
começou a trabalhar em tempo integral sobre o enigma oito anos atrás,
depois de uma intuição que lhe foi transmitida por seu pai, engenheiro,
e cinco anos antes de visitar a pirâmide "in loco".
Ele acredita que, com as técnicas que ele visualiza, a pirâmide pode ter
sido erguida por não mais de 4.000 pessoas, em lugar das cerca de 100 mil
vistas por historiadores passados como o número provável de
trabalhadores encarregados de enterrar o faraó.
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